terça-feira, 15 de junho de 2010

Qual o sentido da vida? Da minha vida...


Aposto que você aí mesmo já se questionou sobre essa pergunta. Com excessão dos mais afortunados, com suas famílias felizes, com seus salários gordos e suas carreiras realizadas, todo esse blá blá blá de comercial de margarina, nós, mortais, sofremos com com nossas paranóias, falta de grana pra pagar o aluguel, a luz, o condomínio, os remédios e com a geladeira que mais parece um coco, branquinha por dentro e só tem água. E assim eu me pergunto se Deus existe mesmo, afinal com toda essa lorota de livre arbítrio, mas porra eu não escolhi ter a vida que levo. Por mim, eu mudaria para um belo lugar na República Dominicana e levaia todos que amo comigo. Pelo menos bom gosto e um pingo de cultura eu tenho. Às vezes me pego chorando, principalmente nas épocas de tpm, por essa tamanha injustiça que é esse mundão, mas não penso no sofrimento dos outros, não sou altruísta o suficiente pra isso. Penso nos meus problemas e como resolvê-los. Penso no como é que eu vou almoçar amanhã. Penso se algum dia vai surgir uma oportunidade pra eu poder terminar meus estudos e ser alguém melhor na vida. Se um dia vou me casar com o homem que eu amo e ter os filhos que me parecem tão impossíveis. Acho que não vim ao mundo pra ser mãe. Acho que vim pra sofrer mesmo. Felizmente tive uma infância legal, pelo menos isso. Outro dia uma amiga morreu de rir quando eu desejei que o fim do mundo chegasse logo, pois estou cansada de tudo isso. Como diz nosso querido poeta loucão, “Parem o mundo que eu quero descer.” Meu nome é Karla, tenho 31 anos, 5 tatuagens, sou professora de inglês e estou revoltada contra a vida.

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